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PROJWETO DE PADARIAS EM FREDERICO WESTPHALEN/RS

PLANTAÇÃO DE TRIGO EM FREDERICO WESTPHALEN/RS
Vídeo

Como iniciamos A realidade aqui apresentada é de comunidades muito pobres existentes na cidade de Frederico Westphalen, Região Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. Duas situações estão diariamente presentes neste cenário: falta de renda familiar e precariedade na alimentação. Estas vilas foram se formando devido ao êxodo rural nas décadas de 80 e 90. Sendo esta cidade pólo educacional e empresarial, atraiu as populações das pequenas cidades vizinhas e da zona rural, formando verdadeiros “bolsões” de pobreza. Formaram nove (09) vilarejos, localizados nas periferias da cidade, em um contingente de mais de mil (1.000) famílias. O perfil destas populações pode ser enquadrado como famílias pauperizadas, com situação socioeconômica muito baixa e um alto nível de desemprego. No intuito de encontrar soluções para essas questões sociais que envolviam as nove (09) Vilas pobres da cidade de Frederico Westphalen/RS, nos reunimos com a comunidade e procuramos encontrar estratégias adequadas. A busca por um desenvolvimento sustentável para estas vilas tornava-se ação de todos, já que envolve fatores econômicos, ambientais e sociais. Para ser alcançado, era preciso fomentar ações empreendedoras, estratégicas e de cunho social, em articulação com todas as vilas. Enquanto professor por 30 anos no Colégio Agrícola Federal/FW- pertencente à Universidade Federal de Santa Maria - eu conhecia a Metodologia que tem como princípio: “Aprender a fazer e fazer para aprender” utilizada nas aulas práticas da educação formal das Escolas Técnicas federais, nas DM = Demonstrativo de Método. Resolvemos colocá-la em prática na educação informal com estas comunidades. Enquanto presidente da ONG Esquina da Solidariedade, cujo lema é “Transformar mãos que podem em mãos que fazem”, trazíamos como diferencial a fuga do puro 1 Arildo Miguel Crespan, Engenheiro Agrônomo, Professor da UFSM Campus em Frederico Westphalen, Mestrado em Difusão de Novas Tecnologias. assistencialismo, e o valor de que ninguém ganha nada sem primeiro participar e executar da atividade em que será beneficiada. Surgiu a proposta: construir módulos piloto de padarias nas vilas. Por uma decisão das comunidades, decidiu-se por oficinas de confecção de alimentos, pelas tarefas da panificação, confecção de doces (schimias) e outras a serem passíveis de aprendizagem e execução por eles. Estava nascendo nosso empreendedorismo, a partir da identificação de idéias e oportunidades econômicas e da transformação em ações para solucionar os problemas de renda familiar e alimentação das comunidades. Mudar este paradigma não foi e não está sendo fácil, pois a maioria dessas pessoas só sabia pedir. É toda uma cultura que temos que mudar, transformar o jeito de pensar destas pessoas. São características e atitudes que precisam ser trabalhadas para que se tornem indivíduos com iniciativas, visão do futuro, persistência e criatividade.

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